" No dia seguinte a minha mãe arrastou-me para um psicólogo. Entrei calada e saí muda, todas as técnicas do psicólogo foram em vão durante aquelas duas dolorosas horas.
Só desejava ir para casa e estar no meu quarto a falar com o Rafael.
Todas as noites falava com Ele como se Ele estivesse vivo…decerto que a minha mãe me ouviu algumas vezes mas não quero saber. Sentia-me bem assim. Um dia estava a falar com Ele e senti-me mal disposta, fui a correr vomitar. Achei estranho pois agora já comia mais ou menos e aparentava estar bem. E estava bem, fisicamente, o resto ainda não interessava. Por agora, o truque era apenas aparentar. A única maneira de lidar era falar com Ele na minha cabeça. Falávamos horas a fio como faríamos se Ele fosse vivo e estivesse fisicamente comigo, imaginava-o a abraçar-me e a sussurrar-me ao ouvido o quanto me amava e o quanto gostava de todos os momentos que estávamos juntos. Eu sentia realmente os braços franzinos dele a agarrar-me e a apertar-me transmitindo-me segurança e assim acreditava por momentos que Ele estava comigo… Alguém bate a porta.
Mãe: Filha, quero falar contigo.
- Sim, Mãe, o que foi?
Mãe: O que se passou?
- Acabei de vomitar. Sinto-me enjoada.
Mãe: Ah, normal.
- Normal? Porque, Mãe?
Mãe: Porque, Filha… nós descobrimos assim que te levei ao Hospital mas o médico aconselhou-me a não contar-te e agora é impossível esconder-te.
- Mãe, diz-me de uma vez por todas!
Mãe: Maria, não achas que está algo diferente em ti?
- Como assim diferente?
Mãe: Quando foi a ultima vez que tiveste o período?
Comecei a pensar e cheguei á conclusão de que a ultima vez tinha sido antes daquela noite em que o Rafael me apareceu á porta e já passaram quase 2 meses. Fiquei assustada.
- Mãe, tu estás a insinuar que…que…eu estou grávida!?
A minha mãe não respondeu. Apenas acenou.
Fiquei em choque, totalmente em choque. Eu, eu…estou grá..vida. E era...do Rafael.
(...) continua
por Al*

2 comentários:
oh meu deus :ooo
Está grávida o:
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