« Quem comanda a vida, Tu ou as Circunstâncias?
Desde que ainda somos uma pequena ideia, já nossos pais sonham com o que vamos fazer quando formos “grandes”. Assim que nascemos nossos pais mostram-nos os caminhos que eles pensam ser os certos e nós acabamos por ir pelos “errados”. Porque? Por que precisamos experimentar tudo para construir um caminho. O NOSSO caminho!
Não é o Destino, não são os nossos Pais, somos Nós que decidimos e quando decidimos é apenas o começo de alguma coisa.
O livro que eu li, “ O Alquimista” de Paulo Coelho, fez-me pensar e ver as coisas de maneira mais crítica e aberta a hipóteses e problemas.
A personagem desde cedo que é guiada para o que os pais julgam ser o melhor para o filho – ser Padre – no entanto, o rapaz confronta os pais e decide ser Pastor porque gostava de viajar.
A personagem achava que «quando a gente vê sempre as mesmas pessoas - o que viria a acontecer no seminário – terminamos por fazer com que estas passem a fazer parte das nossas vidas, passam também a querer modificá-las e se nós não aceitamos tal facto – essas pessoas chateiam-se. Porque todas as pessoas têm a noção exacta de como devemos viver a nossa vida e nunca têm a noção de como viver as suas próprias vidas»
Até certo dia, o rapaz debruçou-se sobre a sua escolha e concluiu que a sua decisão o levou a conhecer novos castelos, novos lugares, novas pessoas, a mulher que achava ser a mulher da sua vida, um rei que lhe disse que não se devia desviar do que sonhava. A sua decisão levou-o a perseguir um tesouro, que no fim, se revelou ser a sua verdadeira razão de viver, a sua Lenda Pessoal.
Lenda pessoal é aquilo que sempre se desejou fazer. Todas as pessoas na sua juventude conhecem a sua Lenda Pessoal porque «nesta altura, tudo é claro, tudo é possível e não se têm medo de sonhar e desejar aquilo que gostaríamos de fazer das nossas vidas». Contudo, eu própria ainda não sei o que é a minha Lenda Pessoal mas de uma coisa eu tenho a certeza: obstáculos hão-de surgir como os meus pais, os meus amigos ou alguém muito especial, mas não vou desistir dos meus sonhos, só porque estes me afastam destas pessoas importantes.
Ao longo do livro, o rapaz é confrontado com os mesmos obstáculos que referi anteriormente e o rapaz vacilou e quis desistir do seu sonho mas surgiu um Rei que o impediu e levou-o até ao Tânges. O rapaz largou tudo para seguir um sonho que teve duas vezes e «nada o impedia, excepto ele próprio»
Nesta altura da vida, temos que fazer escolhas que nos prometam um futuro, uma concretização pessoal, se não vivermos a nossa Lenda Pessoal acabamos presos a algo que não nos faz felizes nem realizados, como aquele emprego que não era o que sonhávamos mas que teve que ser para juntar dinheiro com intenção de realizar os nossos sonhos e depois acabamos por nos habituar á ideia de que não vamos conseguir realizar o tal sonho e acomodamo-nos àquele emprego porque apenas julgamos ser «para o nosso bem»! Por vezes, lá surge uma oportunidade de seguir o sonho mas muitos não o fazem porque acham que se o fizerem, perdem a razão de viver e revelam ter medo de concretizar o sonho. Ter medo é apenas um sentimento passageiro que passa quando nos sentimos realizados e finalmente achamos a verdadeira razão de viver.
Com estes factos, podemos afirmar que, á medida que o tempo passa a nossa Lenda Pessoal deixa de ter sentido e fica-se preso ao que é «para o nosso bem».
A personagem do livro percorre vários caminhos e ao longo destes é testado e passa com distinção e vive a sua Lenda Pessoal na sua plenitude.
Ao vivermos o que desejamos, estamos como que a desenhar o mapa da nossa vida, se nos desviamos sofremos as consequências, como por exemplo, o mercador de cristais, que há 30 anos que estava preso naquele lugar e levou-o a não gostar de mudar e a não querer mudar porque estava acostumado! Apesar desta acomodação, o mercador de cristais tinha o sonho de ir a Meca. Ele via os peregrinos a passarem e sonhava com a chegada à Praça onde está a Pedra Sagrada, sonhava com as pessoas que estariam ao seu lado, com as conversas e orações mas não ia a Meca por medo que tudo não passasse de uma ilusão e preferiu apenas sonhar! Este é um dos exemplos que não se deve seguir! O mercador, ao não ter coragem de não seguir o seu sonho, não viveu a sua Lenda Pessoal e segundo o autor, «a única obrigação dos homens» é vivê-la. Se seguirmos a nossa Lenda Pessoal iremos sentir-nos felizes e concretizados como o doceiro que o rapaz ajuda em Tânges, «(…) ajudou um doceiro a montar a sua tenda. Havia um sorriso diferente no rosto daquele doceiro: estava alegre, desperto para a vida, pronto para começar um bom dia de trabalho (…) este doceiro não está fazendo doces porque quer viajar ou casar com a filha do comerciante. Este doceiro faz doces porque gosta disto, pensou o rapaz» (excerto do livro “O alquimista” de Paulo Coelho). Este é um exemplo a seguir. É claro que o doceiro está a concretizar a sua Lenda Pessoal e as consequências são positivas e fazem o doceiro feliz.
Acho que não há nada mais errado do que seguir e fazer o que as pessoas acham que é o melhor para nós próprios. Nós devemos escolher!
Com isto pode-se concluir e responder á pergunta inicial, Quem Comanda a Vida, Tu ou as Circunstâncias?, aconselho a todas as pessoas a concretizar tudo o que desejam, não há necessidade de ter medo, basta um pouco de loucura e PUFF, o sonho torna-se realidade!
Com esta ideia, pretendo concretizar o que mais desejo e quero, o que me faz feliz, o que me faz «correr por gosto». Se o fizermos, a nossa curta Vida, terá valido a pena e teremos encontrado a verdadeira razão de viver! »
por Al*
- Fiz este texto no meu 11ºano para a Professora de Filosofia;