sábado, 4 de junho de 2011

Sticks and Bricks XXIX


" A situação financeira dos meus pais alterou-se completamente. Após o reencontro, lágrimas e abraços, consegui convencer o meu pai a ir para a reabilitação. A minha mãe estava feliz apesar de ter solucionado um problema de há séculos da pior maneira possível. Agora, a minha mãe tinha que arranjar um emprego. Ganhava bem na empresa mas a minha mãe quis ajudar a pagar a clínica.
O Chefe concordou em deixar-nos em paz. A dívida dos meus pais estava saldada. Na noite anterior a o meu pai a entrar na clínica, jantamos em minha casa. Será escusado dizer que o Bruno fez questão de fazer o jantar e nem me dei ao trabalho de ripostar pois sou péssima na cozinha e só iria queimar a nossa fonte de energia.
Bruno: Tu és um desastre. Não sei o que seria de mim sem ti.
Eu: Oh amor, a única coisa que acontecia era comer pizzas e comida de plástico. Ou seja, ficava obesa.
Bruno: Tu choravas se eu te deixasse.
Eu: Sim, Sim. A única coisa que me mantêm aqui contigo é o facto de cozinhares e arrumares as tuas coisas porque se não já tinhas ido embora, meu amor.
Bruno: ahahaha! Duvido.
Eu: também eu. Estas tuas características são só um bónus.
Bruno: Eu sabia!                      
Eu: Não fiques convencido meu amor.
Tocam á campainha.
Eu: São os meus pais. Estás pronto?
Bruno, arranjando a roupa: Ahm, sim. Espera, deixa-me tirar o avental. Estou bem?
Eu, beijando-o na testa: Estás óptimo!
Abri a porta e estava os meus pais na brincadeira clamando que a minha mãe não sabia escolher o vinho.
Eu, sorrindo e indo para a cozinha: Mãe, o pai tem razão. O vinho escolhe-se tendo em conta se é carne ou peixe! Vão para a sala! O Bruno está a pôr a mesa.
Pai: Assim está bem. Um homem que ajude a minha filha.
Eu: Vais me dizer que fazias o mesmo?
Mãe: Não, filha! Não fazia – ahahahaha.
Eu, corando um pouco: Pai, este é o Bruno. O Homem que esteve sempre presente durante a pior fase da minha vida.
Pai, esticando a mão para o cumprimentar: Só por causa disso, já gosto de ti.
Bruno: Prazer.
Mãe: Então filha, o que vamos jantar?
Eu: Especialidade do Bruno.
Mãe: Isso é bifes e batatas fritas?
Bruno: Ahahah. Porque acham que os homens não podem cozinhar coisas mais complicadas!? Fiz lasanha. Sei que ambos gostam.
Mãe: Há tanto tempo que não como lasanha. Ainda bem que não esqueceste do prato favorito dos teus pais.
Eu: Vocês são os meus pais! Nunca poderia fazer tal coisa.
Pai: Desculpa nunca ter tentado ver-te mas tive medo.
Eu: Não faz mal. Estás comigo agora. E vais tratar-te. E depois vamos voltar a ser uma família … e feliz, principalmente.
Bruno: Ainda bem que voltaram. A Maria precisa de vocês.
Comíamos e conversávamos. O meu pai contou-nos aventuras. A minha mãe falou-me do quanto doida era da minha idade e do quanto ela não tinha sentido do perigo que por vezes corria. Como se conheceram. Fomos interrompidos pela campainha.
Bruno: Quem será a estas horas?
Eu, correndo para a porta: Será que …?
Abri e era quem esperava.
Eu, saltando para cima deles: ALEXIA! GONÇALO! Oh meu deus, que saudades! Entrem. Estamos a jantar. Acabaram de chegar? Como foi o resto dos dias sem nós? Românticos, aposto. Ah seus doidos, tinha tantas mas tantas saudades!
Gonçalo: Ei, Maria! Uma pergunta de cada vez.
Arrastei-os para a sala. O Gonçalo ficou de boca aberta com o cenário que via. A Alexia estava a nora porque não conhecia os meus pais e quando os viu nem sequer pensou que fossem eles.
Gonçalo: É o teu pai?
Eu, sorrindo: Sim, Gonçalo! E a minha mãe. Mãe, pai … Estes são os nossos melhores amigos. A Alexia e o Gonçalo. Tu lembras-te do Gonçalo, mãe?
Mãe: Impossível esquecer, minha filha. Sentem-se! Contem-nos as vossas aventuras. E também os podres da minha filha. Ahahah.
Eu: Mãaaaaeeee! Então!?
Mãe: Eu acabei de contar os meus!!
Eu: Ahaha, okok.
Falamos, abrimos mais garrafas de vinho. Eles jantaram, contaram-nos e mostraram fotos e descreveram o quão foi bom o resto da viagem. Trouxeram-nos prendas. Para o Bruno compraram um capacete para a mota e para mim trouxeram-me uns CD’s e a Alexia comprou-me um vestido LINDO!
Contamos as novidades de novo. Foi o momento nostálgico e de tocar na ferida. Mas logo de seguida, abrimos outra garrafa e festejamos. Brindamos ao presente e ao futuro. Até que o Bruno se saiu com esta.
Bruno: Bem, não era para ser neste momento. Mas já que estamos aqui todos quero anunciar-vos uma ideia que tive.
Ele saiu da cozinha e voltou com uma caixinha na mão … Passou-me pela cabeça mil e uma ideias. Ele ajoelhou-se frente a mim e disse: Há cerca de um ano ou dois que te conheço. Passamos por muitas dificuldades como amigos e continuamos amigos, sempre amigos. Agora, somos namorados e amo-te mais do que eu consiga descrever em palavras. (as lágrimas começaram a cair) Oh Maria, não chores. Sabes que é verdade! Com base em tudo o que passamos e pela maneira como ultrapassamos sei que vou estar o máximo de tempo contigo. Enquanto foi vivo sei que vou estar ao teu lado. Enquanto for vivo, irei amar-te. Até mesmo depois da morte. Por isso, decidi fazer isto.
Ele abriu a caixa, puxou a minha mão esquerda e disse: Maria, por tudo o que passamos e iremos passar … pelo nosso amor, pela nossa amizade. Por tudo. Maria, casas comigo?
Fiquei sem palavras. Olhei a minha mãe e ela estava lavada em lágrimas. O meu pai apenas sorria e esperava ansioso a minha resposta. A Gonçalo e a Alexia, estavam orgulhosos e ansiosos pelo meu Sim.
Eu: Amor, eu percebo. Eu gostava de dar-te esta alegria mas …
Vi a sua expressão facial a mudar. O sorriso desvaneceu. O facto de dizer sim não significava casar já amanha ou assim. Só iria usar o anel. E eu amo-o. Afastei o meu medo. Levantei-me e abracei-o. Sussurrei ao ouvido dele: Sim, amor. Eu caso contigo. Mas não agora. Tu sabes!
Assim que disse isto ele rodopiou agarrando-me por baixo dos braços.
Bruno: Ela disse que sim!! "

(continua, um dia continuo. um dia, irei continuar. por agora, fica assim. Considerem isto como um até já)

por Al*

4 comentários:

silvia disse...

gostei muito *

Sara C. disse...

Amei, completamente.

Marta disse...

adororei, por favor, continua +.+

Anónimo disse...

Adorei!
Melhor, Amei!
Principalmente quando o Bruno lhe pede em casamento!