" Hey. Risquei-te tanto. Desculpa! Não sabia por onde começar e agora começo por disser que não sei por onde começar pois pensei se começar assim hei-de encontrar um caminho seguro e sem percalços para falar. Se calhar vou falar de coisas alheias. As aulas acabaram. Tenho exames. Hoje, ele viu os meus pulsos. E logo recebi uma mensagem dele: diz-me sinceramente que o que tens no pulso não é o que estou a pensar. Cliquei em responder e comecei: Olá também para ti. Sim, estou bem e tu?... - apaguei letra a letra. Decidi não responder. Não tinha nada a ver com o que eu fazia ou deixava de fazer com o meu corpo. Bloco de notas, vou começar a chamar-te de Andy. Gostas?! Claro que sim. Desde a última vez que te escrevi que continua a mesma guerra dentro de mim. O lado obscuro está a ganhar. E agora? Só me restas tu, Andy. Só me restas tu do meu lado benéfico. As tuas páginas confortam-me de modo estranho e inesperado. Não encontro o que sinto ao relacionar-me com outros seres humanos. As minhas melhores amigas perseguem-me com perguntas. Todos reparam em mim quando quero passar despercebida a olhares alheios. É irónico, no mínimo. Ele deve ter contado a Elas pois fizeram uma intervenção comigo. Apanharam-me sozinha e começaram com aquele discurso: Cat, porque fazes isto a ti própria? (pegando-me nos pulsos e afastando-me as mangas). Assim que viram o estado do meu braço, largaram-mo. As suas expressões faciais mudaram drasticamente e exprimiram um olhar de horror como aqueles que fazes quando vês filmes de terror. De seguida parece que acordaram e continuaram, é por causa Dele? E mantive-me calada. Falaram, falaram e falaram. Eu não ouvi nada. Não prestei o mínimo de atenção. Não quis sequer. Nem fiz um mínimo de esforço para as ouvir e tentar arranjar forças junto delas. Vi-a os lábios delas a mexer, os braços e andavam de um lado para o outro. Por vezes, reparavam na minha face e viam que eu estava alheia e não as ouvia – Cat, o que estamos a disser não te afecta? e respondi : Querem o meu bem. Eu também. Mas não é a persistirem que eu irei avançar pois só depende de mim. Apenas de mim – ficaram inertes a olhar-me. Levantei-me, reparei que tencionavam seguir-me mas fiz-lhes sinal para que não o fizessem. Sai da Escola e dirigi-me para um jardim à distância de meros 4 ou 5 quarteirões. Percorri aquelas ruas calmamente absorta nos meus pensamentos , tão absorta que quando ia a passar para o outro lado da rua ia sendo atropelada. Foi sério. Fiquei com a grelha do carro a míseros centimetros do meu joelho e assustei-me. Foi um verdadeiro susto em que poderia realmente ter morrido ou ficado de cadeira de rodas. Para mim, comparar isto a uns simplórios cortes no pulso que apenas tinham o intuito de me fazer sentir algo mais forte que o sofrimento que sentia no meu pequeno coração não tinha sentido. Eu podia mesmo ter desaparecido de vez e sem eu querer, sem eu ter vontade de que fosse assim. E agora, Andy? Diz-me que raio estou eu a sentir? Eu não faço a minima ideia mas que me assustou asério, assustou e talvez fez com que eu acordase deste pesadelo. Talvez, querido Andy , talvez pare de querer desaparecer. "(continua)
inventado por Al*
música desta história: Johnny Cash - Hurt
ps: não consegui colocar video e continuo sem conseguir responder ou até mesmo comentar os vossos posts, queridos Seguidores. Culpem o Blog :o
música desta história: Johnny Cash - Hurt
ps: não consegui colocar video e continuo sem conseguir responder ou até mesmo comentar os vossos posts, queridos Seguidores. Culpem o Blog :o
4 comentários:
Eu estou a adorar isto, a sério que estou +.+
está tão perfeito ! O:
está perfeito, sigo*
de nada! :D Tu mereceste-o! ^^ Mais tarde leio estes capítulos que me faltam! beijinho!
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