" Acabou-se a boa vida. Forçados a sair do Paraíso, somos uns tristes! A ultima noite foi a quatro. Fomos jantar fora e disco a noite toda. Snifamos, fumamos, bebemos. Fizemos o que há de bom na vida e que normalmente faz mal. Dançamos imenso. Como eu e o Bruno tínhamos que estar no aeroporto ás 9 da manha decidimos abandonar o Gongas e a Alexia e ir para casa. Pelo caminho, tentamos guardar na nossa memória tudo o que víamos, cada detalhe, cada cartaz, cada banco de jardim e árvores. Absorvemos tudo o que havia a absorver. Passeamos de mão dada e suspirávamos por irmos embora. Não queríamos ir. Era capaz de viver ali, naquelas ruas, naquela cidade. Era capaz de ser feliz ali … com o Bruno.
Caminhamos imenso e já tinha os meus pés em bolhas. Decidimos parar para descansar um pouco. Eram 5 da manha.
Eu: temos que parar, amor. Já não aguento. Tenho que tirar a merda dos sapatos.
Bruno: tira, que eu faço massagem.
Eu: vamos ali para o fundo, não há luz e sentamos ali naquele banco de jardim.
Bruno: Okay, tu mandas.
Agarrou-me na mão e beijou-me a palma superior, de seguida sem dar aviso, pegou-me ao colo e levou-me até ao banco.
Eu: Eu ainda conseguia andar, Bruno.
Bruno: Cala-te e tira masé os sapatos.
Eu, enquanto tirava os sapatos e colocava as pernas no colo dele: Ai adoro, quando te armas em mandão mas não tens tanto estilo como eu pah.
Ele nem me respondeu. Agarrou-me no pé e começou a massajar-me os pés. Soube mesmo bem. Quando dei por ele, já ele tinha as mãos nas minhas coxas e inclinava-se para cima de mim, obrigando-me a deitar no banco. As suas mãos continuaram o percurso até encontrarem os meus seios, apertou-os com as suas mãos frias e arrepelou-me toda. Não pude contrariar. Não pude resistir. É demasiado bom para tal. Beijou-me devagar no pescoço e mordiscou-me. Ele sabe que eu perco a cabeça assim que me mordem. Procurei os seus lábios e beijou-o freneticamente, a língua dele estava quente e trinquei-a em tom de vingança e ri-me por ele se ter queixado.
Bruno, levantando-se: Ah, achas piada, é? Então vais ver como elas te mordem.
Obrigou-me a sentar no banco e num gesto rápido tirou o cinto das calças e atou as minhas mãos atrás das costas. Eu ria-me para o provocar ainda mais. Para ver até onde ele ia comigo. De repente, ajoelha-se e olha-me nos olhos com um ar de desafio e apenas sorri num tom ‘és fraco’ e isto bastou para ele freneticamente me puxar a saia para cima, abrir-me as pernas e começar a lamber-me. As minhas pernas davam espasmos de prazer. Não podia gritar por isso trincava o lábio. Tentava libertar-me mas o cabrão tinha me prendido bem. Não lhe tocar foi um martírio. Com a adrenalina que estávamos, com o medo de ser apanhados e o facto de estar presa, ele ofereceu-me um orgasmo de outro mundo. Quando acabou, levantou-se e riu-se para mim num tom irónico e disse: Sem palavras?
Eu estava ofegante, tentava controlar-me e conseguir recuperar o ritmo normal de respiração. O meu coração estava a mil e parecia querer sair da minha boca. Ele riu-se da minha figura despenteada e apenas disse: Não me provoques que depois não me responsabilizo pelos meus actos.
Já calma, respondi: Continuas um fraco. Agora desata-me as mãos.
Ele não estava a espera que eu lhe respondesse assim e mal-humorado desatou-me. Levantei-me e as minhas pernas tremiam.
Bruno: As tuas palavras podem dizer uma coisa mas o teu corpo expressa outra totalmente diferente.
Eu: EU sei, Bruno. E tu também sabes.
Puxei-o para mim e beijei-o. Comecei a leva-lo a sentar-se no banco e já sentado desapertei-lhe o fecho das calças, puxei a saia para cima e disse: Agora, vamos á parte melhor. E mordi-lhe os lábios. Foi rápido porque estávamos na via pública. Aquela adrenalina de sermos apanhados é que dá pica á coisa. Apreciamos melhor o momento e fica marcado para sempre nas nossas mentes. Quando acabamos fomos a casa buscar as malas e dirigimo-nos para o aeroporto.
Entramos no aeroporto e olhei o relógio: 8 da manha. Estava cansada. Não tinha dormido nada pois a intenção era dormir durante o voo. Aquele aeroporto estava apinhado de gente com pressa. Todos passavam por mim e nem me viam. Era óptimo sentir-me invisível. O Bruno foi comprar os bilhetes e sentei-me para descansar. Havia gente de todo o lado naquele sitio, afinal era um aeroporto, lugar aonde nos levava a outros muitos lugares, culturas diferentes. O aeroporto era só uma espécie de ‘ponto de encontro’ para todas as culturas. Ao longe, vi o tal Homem, o tal Fernando. O Homem da Maquina Fotográfica. Pensei em ir ter com ele mas não conseguia arrastar as nossas malas até ele. Fiquei apenas a observá-lo e ouvir a conversa. Ele ia para Portugal no mesmo dia que nós por isso, ia no mesmo avião. Comecei a pensar em abordá-lo no avião e o que iria dizer quando os meus pensamentos foram interrompidos.
Bruno: Hey, rapariga! Que estás a pensar?
Eu, olhando-o: ahm, nada! Então, já tens os bilhetes?
Bruno: Sim, já. Vá temos que ir, faltam 10 pas 9.
Levantei-me e agarrei nas malas. Procurei-o com os olhos e tinha desaparecido como se nunca tivesse ali estado e o tivesse visto. Aquela viagem ia ser longa e não tencionava dizer ao Bruno quem iríamos ter como companheiro de viagem, talvez mais tarde quando fosse conversar cara-a-cara com o Sr.Fernando. Entramos no avião e assim que sentei o rabo no lugar do lado da janela adormeci. Esqueci o que tinha a fazer e adormeci. Naquele momento, só queria descansar apesar de o assunto ‘Sr.Fernando’ ser urgente não consegui manter-me acordada.
(…)
Acordei sobressaltada. Tinha sonhado com o Rafael. O Bruno dormia e até soltava uns sons pela boca. Ri-me da figura dele e levantei-me para ir á casa de banho. Atravessei o corredor do avião e vou a abrir a porta da casa de banho quando, ao fundo do próximo corredor vejo uma cara familiar. O Sr.Fernando! Esqueci a razão pela qual me levantei do meu lugar. Fechei a porta da casa de banho e percorri o corredor. Ele estava a ler o jornal por isso nem me viu ou ouviu sequer a aproximar-me. Sentei-me ao lado dele. Baixei-lhe o jornal e obriguei-o a olhar para quem teria tido a ousadia de o interromper.
Eu, esboçando um enorme sorriso: Olá!
Ele ficou sem expressão. Os olhos dele abriram imenso. Tentou fugir de mim mas o cinto parece que empancou e decidiu não abrir. Respirou fundo e saiu um complicado ‘Olá’.
Eu: Lembra-se de mim?
Sr.Fernando: Sim, infelizmente, lembro.
Eu: Porque infelizmente? O Sr é que me perseguiu. O Sr é que perseguiu sarilhos!
Sr.Fernando: Eu apenas estava a fazer o meu trabalho. Nunca pensei que fosse louca ao ponto de me quase matar por causa de umas fotos.
Respirei fundo porque não queria bater-lhe em pleno avião e disse: Primeiro, não o quis matar! Simplesmente assustá-lo. Segundo, sim sou louca e a na minha privacidade ninguém mete o nariz quanto mais andar a perseguir-me e a tirar-me fotos. E para esclarecer já as coisas e começar com o pé direito eu vou engolir o meu orgulho, coisa muito complicada de se fazer e, peço-lhe desculpa pelos danos causados por mim e pelo meu namorado tanto físicos como mentais.
Ele ficou atónico a observar-me. Não esperava o meu pedido de desculpas e apenas saiu um simples ‘Não faz mal. Eu percebo’. A sua atitude de cobarde deixou-me impaciente e exclamei: Eu não mordo!
Sr.Fernando: Eu sei que não. Mas eu sei porque está aqui, sentada ao pé de mim.
Eu: Se sabe, então porque não começa já a elaborar uma boa desculpa para a razão pelo qual me andou a seguir desde que saí de Portugal!?
Ele: Bem, não posso dizer.
Eu: Pode sim. E eu prometo não contar a ninguém. Estou farta de mistérios. Estou mesmo! E ou me diz ou eu mostro, mais uma vez, a minha faceta louca.
Ele: Devia ir ao psiquiatra. Você é louca!
Eu: Irei ficar melhor se me contar a verdade.
Ele: Porque razão o hei-de fazer!? Não me é nada! Não tenho que lhe contar a minha vida profissional. Não tenho o direito de a esclarecer. Simplesmente posso ignorá-la e se usar a força, chamar a Policia e isto torna-se cíclico. Depois saí da prisão porque tem dinheiro para pagar e tenta encontrar-me outra vez. Encontra-me e tenta falar comigo e eu simplesmente aguento o seu mau humor de merda até você se passar e partir para a força e eu, outra vez, chamar a polícia. E lá vamos nós outra vez e desta vez é bem provável que nem sequer tenha direito a pagar a fiança e terá que ir a tribunal. Agora, por que caminho quer ir... Pelo da paciência ou pelo da violência?
Desta, eu não esperava. Era isto que ele queria. Que eu me passasse. Que eu frita-se com a sua indiferença mas desta vez ia ser diferente.
Eu: Já que põe isto nesses termos, temo que terei que ir pelo caminho da paciência.
Ele: Eu bem sabia que você era compreensível e sabia fazer boas escolhas.
Eu: naquela noite também estava sobre efeitos de..
Ele: Sim, eu sei. A gaja que te deu, sabes!?
Eu: Sim, sei. Mas como sabe e como a conhece?
Ele apenas se riu e puxou do jornal para continuar a ler. Apenas juntei dois mais dois. Ai o cabrão, hein!
Eu: E aquele rapaz português?
Apenas acenou com a cabeça. Apeteceu-me espancá-lo ali naquele momento. Que filho de uma grande puta, fora a mãe que não tem culpa! Que parvalhão, men. Não consegui estar ali com ele. Ele provocou aquela situação. Ele basicamente drogou-nos. Levantei-me num instante e estive mesmo para lhe espetar um murro nos cojones mas controlei-me e atravessei o corredor num passo apressado. Não conseguia estar mais na presença daquele ser minúsculo. Conseguiu que eu me fosse embora mas também não era para mais. Sentei-me no meu lugar. A minha cabeça estava a mil á hora e não sabia o que pensar. Só queria respostas e ninguém mas dava. Ninguém se dignava a dar-me respostas. Era assim tão difícil contarem-me a verdade? Claro que era. A mentira é mais apetitosa.
(continua)
ps: acham que estou a enrolar muito a descoberta de quem é este homem e as suas razões? Respondam num comentário. E ponham de lado a curiosidade e respondam tendo em conta apenas a historia. kiss,Al* and i love you all !
ps: acham que estou a enrolar muito a descoberta de quem é este homem e as suas razões? Respondam num comentário. E ponham de lado a curiosidade e respondam tendo em conta apenas a historia. kiss,Al* and i love you all !

10 comentários:
Ca pra mim é o pai dela!
Continuo com essa ideia!
selo no meu blog (;
obgda meu doce !
adorei, adorei mesmo !
a-d-o-r-e-i :D
sério sério :D
a minha família só tem que aceitar, por acaso ainda não lhes disse, mas tem que aceitar, tem que fazer um esforço. e prefiro fazer um esforço e resistir às tentações, que no fundo deixam de o ser, porque sempre que como carne, apesar de ser bom, muito bom, sinto-me realmente mal pelo animal.
são inocentes, não fazem mal a ninguém. sentia-me menos mal se fossem pessoas a morrer ao invés
ta tudo windoooooooo muahahahah
amo a tua historia bitch :p
nos somos as maiores xD
eu acho que é o pai dela ahah xd adoro adoro a tua escrita e obrigada querida. sim as vezes temos mesmo que salvar a pessoa
Ohh, que querida. Também adorei o teu blog por isso sigo! Espero que tenhas gostado realmente da história e das próximas continuações. Eu vou ler a tua história e depois digo-te alguma coisa! Beijinhos (:
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